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Se eu cerrar o céu de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. 2 Crônicas 7.17-15

- Meu Deus!
Mary Lee correu em direção a confusão, quase perdeu os sapatos, quase perdeu as fitas dos cabelos... Nem Betina, nem Ernani, nem Ester, nem alma alguma pôde detê-la. A jovem disparou angustiada embora não temesse o pior. E em meio a tantos rostos negros desconhecidos, Mary Lee encontrou conforto nos braços de Aisha. Ele estava bem! Ele estava bem! Os dois se abraçaram, se tocaram, se uniram com paixão assustando a todos deixando perplexa a mais velha das irmãs, Lara Lee. E quando a euforia do abraço havia terminado, Mary olhou ao seu redor, lamentou ver tantos rostos espantados, em partes por sua atitude em relação ao cativo, e em partes pelo corpo estirado com a boca na terra.
- Meu Deus amado! Mataram um homem! Por que motivos tirariam a vida de alguém?
A jovem dos cachinhos cor-de-mel elevou as mãos à boca, arregalou os olhos em direção a Lara. A bela irmã mais velha estava exageradamente traumatizada para iniciar uma discussão em publico a respeito dos modos da irmã mais nova. Por instinto ou por inocência de um coração apaixonado recentemente convertido, Mary Lee havia entregue seu segredo. Seu amor por Aisha havia sido revelado para todos os olhos que se dispusessem a ver. Em meio a balburdia ocasionada pela morte de um feitor e pelo roubo de seu revolver, os homens que se reuniam ao redor do corpo ainda encontravam tempo para especular entre si os reais motivos da troca de afeto entre o cativo e a aristocrata, filha do general.
- Que desgraça nessas terras! Mataram um homem branco!
Lara Lee tentava ser forte, mas não era capaz de impor ordem alguma sem a ajuda de outros feitores. Aqueles eram homens de pavio curto, estúpidos, que elevavam suas chibatas para obter respeito. Puxaram o corpo e o acomodaram no canto da estrada...

3 comentários:

Hamilton H. Kubo disse...

O amor revelado em momento inoportuno talvez, mas diante da pequena chance de se extinguir, não se fez de rogado e simplesmente permitiu se ser o que em verdade já o era, o amor sem fronteira.
Diante da história também concluímos que respeito se difere em completo com o medo das pessoas.

Beijos Elaine

TeXuco disse...

Meninaa que confusão hen?!
Pena que a Mary tenha entregado sem querer sua paixão pelo cativo =/
E o pessoal da guerra quando volta?
Beiijos
Felicidades pra você também flor
=***

JoycErick disse...

E nada é para sempre mesmo

muito fofo teu blog estou seguindo aqui

beijoss

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